Conclusões baseadas na agregação dos 62 itens da metodologia ClimateScanner, aplicada em 104 países

9 em cada 10 países não sabem quanto gastam para enfrentar as mudanças climáticas

Sem monitoramento, os governos não sabem se estão realmente investindo na solução dos problemas climáticos mais críticos, nem conseguem planejar efetivamente os gastos futuros. Reduzir subsídios aos combustíveis fósseis é essencial para redirecionar os gastos públicos para fontes limpas. Os governos devem estabelecer padrões para identificar e monitorar os gastos que apoiam ou dificultam os objetivos climáticos.

8 em cada 10 países ignoram grupos vulneráveis em seus planos climáticos

A mudança climática afeta as pessoas de forma desigual e pode amplificar vulnerabilidades e desigualdades. Os governos têm a responsabilidade de proteger os mais vulneráveis. É necessário que os governos identifiquem as populações, atividades e regiões que serão mais impactadas; incluam essas pessoas no processo de tomada de decisão; e integrem a equidade como um princípio orientador nas ações governamentais relacionadas ao clima.

7 em cada 10 governos têm planos insuficientes de médio e longo prazo para enfrentar os impactos das mudanças climáticas

Ignorar os riscos climáticos pode levar a danos, perdas e despesas mais graves, resultando em impactos severos sobre a população, a economia e o meio ambiente. Se os riscos não forem conhecidos e considerados no planejamento, os governos estarão despreparados. Os governos devem realizar avaliações abrangentes e frequentes dos riscos climáticos. Esses riscos devem ser considerados ao desenvolver planos de médio e longo prazo.

4 em cada 10 países não têm um plano suficiente para se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas

Os custos financeiros e humanos das mudanças climáticas e dos eventos climáticos extremos estão se tornando mais graves e frequentes, tornando essencial que os governos tenham uma compreensão clara dos riscos e das prioridades para ação. Os governos devem entender os riscos para se prepararem melhor para um clima em transformação. Os riscos devem ser acompanhados por ações claras, com indicadores mensuráveis para monitorar o progresso.

3 em cada 4 países em desenvolvimento enfrentam dificuldades para estimar os recursos necessários para enfrentar as mudanças climáticas

Quando os países não conseguem identificar de forma abrangente suas necessidades, isso cria desafios ou impede o acesso ao apoio previsto em acordos internacionais, que poderiam financiar ações, desenvolver capacidades e acessar tecnologias. Os governos precisam mapear e publicar os custos das ações de mitigação e adaptação, determinar quais recursos externos são necessários e consolidar todas as necessidades em uma Estratégia Nacional de Financiamento Climático.

7 em cada 10 países não possuem mecanismos adequados para monitorar o progresso rumo às metas climáticas

O monitoramento é essencial para entender se estamos avançando na direção certa e alcançando nossos objetivos. A falta de supervisão reduz a transparência, dificultando que as instituições de auditoria e a sociedade responsabilizem o governo. Os governos devem estabelecer procedimentos claros e transparentes para monitorar e atualizar os instrumentos climáticos, utilizar indicadores de desempenho e implementar sistemas digitais que acompanhem as emissões e os esforços de adaptação.

Metade dos países não tem clareza sobre como pretende reduzir as emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas

Os países precisam de um plano claro para reduzir as emissões e garantir que as metas globais de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C sejam alcançadas. Os governos devem elaborar planos que sejam abrangentes, atualizados, incluam os setores-chave e estejam alinhados com os compromissos climáticos internacionais.

Países em desenvolvimento criaram iniciativas para mobilizar recursos climáticos, mas a maioria ainda enfrenta barreiras para acessá-los

Os países em desenvolvimento têm recursos internos limitados e são altamente vulneráveis aos impactos climáticos. Apesar dos compromissos internacionais, o acesso é dificultado por sistemas complexos e baixa capacidade técnica. Os governos devem criar unidades estruturadas de financiamento climático e treinar equipes locais. As organizações que fornecem apoio financeiro aos países em desenvolvimento devem simplificar as regras de acesso aos fundos climáticos e criar modelos padronizados.

Muitos países enfrentam problemas de coordenação da ação climática dentro do governo e entre diferentes níveis de governo

A mudança do clima deve ser abordada por todos os níveis de governo, do federal ao municipal, por meio da cooperação e da divisão de responsabilidades. É essencial integrar as políticas climáticas em vários setores, como transporte, saúde e planejamento urbano, alinhando as metas nacionais e internacionais e utilizando os recursos de forma eficiente. Os governos devem estabelecer mecanismos de coordenação e processos de tomada de decisão com uma compreensão clara e bem documentada das expectativas e responsabilidades.

A maioria dos países não utiliza adequadamente os dados coletados para melhorar as políticas climáticas

Sistemas de coleta de resultados iniciais são importantes para corrigir rotas e evitar falhas. No entanto, muitos sistemas são utilizados de forma irregular ou apenas para fins de comunicação externa. É necessário melhorar a capacidade de avaliação dos dados de monitorização, a fim de elaborar recomendações políticas claras. Os governos devem criar um processo coordenado para consolidar achados e comunicar recomendações aos formuladores de políticas.

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